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Geral Pará

Perícia atesta que projétil encontrado em criança não é de arma usada por órgãos de segurança

O rápido trabalho da perícia visa elucidar o crime e identificar e prender o autor dos disparos que atingiram o menino de 11 anos

27/07/2021 20h25
Por: Redação Fonte: Secom Pará

A perícia realizada pelo Núcleo de Balística Forense, do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC), no projétil encontrado no corpo da criança de 11 anos que faleceu no último domingo (25), no bairro do Barreiro, em Belém, confirmou que se trata de calibre .32 de chumbo ogival. Segundo a perícia, isso significa que o tiro que atingiu o menino não é de arma usada por órgãos de segurança pública. A análise pericial é essencial para as investigações da Polícia Civil, sobretudo para identificar o autor dos disparos.

De maneira mais abrangente, a perícia criminal será determinante pelo fato de o tipo e o calibre do projétil que atingiu a criança serem de arma diferente das que são usadas pelos órgãos de segurança. “A análise apontou que o material não é compatível às pistolas .40, que são armas oficiais usadas pela polícia, mas correspondia à munição de revólver calibre .32, e que poderia ser até de uma arma artesanal”, disse o perito criminal Celso Mascarenhas, diretor-geral do CPCRC.

Para o secretário Ualame Machado, titular da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), a perícia fornece um importante avanço às investigações. "Foi um trabalho de forma célere, que identificou que o projétil não partiu do policial militar. Mas isso é apenas uma etapa do trabalho que será realizado. O trabalho da perícia reforça a primeira afirmação do policial envolvido, de que ele não teria sequer atirado", declarou Ualame Machado.

Ainda de acordo com o secretário, a celeridade nas investigações deve continuar, para que os suspeitos possam ser identificados e presos. "Todo sistema de segurança está empenhado para que a gente, muito brevemente, explique e elucide todas as circunstâncias do ocorrido", acrescentou Ualame Machado.

Por Alexandre Cunha (CPC)
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