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Projeto da Fatec Rio Preto orienta empreendedores

Consultoria gratuita proposta por professores auxilia alunos e familiares no desenvolvimento de estratégias para o negócio e fluxo de caixa

16/07/2021 09h20
Por: Redação Fonte: Secom Estado de São Paulo
Foto: Reprodução/Secom Estado de São Paulo
Foto: Reprodução/Secom Estado de São Paulo

Professores da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) São José do Rio Preto desenvolveram a Consultoria e Apoio ao Micro e Pequeno Empresário (Campe), um suporte gratuito para auxiliar estudantes e familiares, micro e pequenos empreendedores, na gestão de negócios. A iniciativa surgiu após os docentes identificarem que os gestores estavam enfrentando mais desafios com a chegada da pandemia de Covid-19.

Os professores Valdecir Buosi e Adriana Dezani observaram que os alunos apontavam muitas dúvidas a respeito da gestão de empresas, principalmente nas áreas de marketing digital e finanças. Foi assim que, segundo Buosi, “percebemos a importância de oferecer um suporte para os alunos e os familiares nesse momento de oscilações no mercado, o qual gera incertezas para tomadas de decisões.”

Surgiu então a Campe, que oferece atendimento personalizado à empresa, identifica os problemas mais comuns e as melhores formas de solucioná-los. “O objetivo é capacitar os empreendedores com conceitos, metodologias e boas práticas de gestão, nas temáticas de marketing e finanças”, conta o professor.

A consultoria é elaborada a partir de uma pesquisa que levanta os principais problemas das empresas no enfrentamento dos impactos da pandemia. A partir daí, são realizadas reuniões periódicas coletivas, com os inscritos no projeto para definição das etapas e procedimentos didáticos para o atendimento.

O professor Buosi explica que, durante as etapas, o objetivo é entender o estado atual do negócio. “Com a participação ativa do empreendedor, identificamos as principais dificuldades e tentativas já realizadas na gestão”, afirma. Com essas informações, os professores buscam alternativas para solucionar os desafios apresentados, antes de iniciar a etapa chamada de co-criação. “Nesse ponto, virtualmente, a empresa recebe as orientações e são discutidas as alternativas válidas e quais dicas podem ser aproveitadas”, afirma.

Durante o processo de mentoria, também são necessárias reuniões periódicas individuais, a fim de orientar a co-criação, com as instruções a serem implementadas no cotidiano da empresa. “A avaliação do projeto se dá em andamento às ações estratégicas, mercadológicas e de custo, assim como a disponibilização de ferramentas específicas, para cada empresa acompanhada”, completa Adriana.

O professor Buosi conta que a gestão do tempo, a falta de disciplina para executar as metodologias e o baixo conhecimento das ferramentas mais adequadas para cada situação foram as principais dificuldades identificadas nos atendimentos.

Ele comenta que cerca de 30% dos atendidos tinham ideia do negócio e o desejo de colocá-lo em prática, porém não possuíam conhecimento prévio do mercado, como potencialidade, demanda e concorrentes. “Notamos que muitas empresas não tinham as análises necessárias, como viabilidade econômica e mercadológica. Quando se trata de uma pequena empresa, tais informações e estudos são imprescindíveis”, explica.

Na prática

Flávia Camargo está entre os empreendedores que estão recebendo a consultoria. Ela foi aluna do curso superior de tecnologia em Agronegócio e conta que sempre conversou com os professores sobre os desafios de empreender. Cerimonialista, Flávia faz parte do setor de festas e eventos, um dos mais afetados pela crise sanitária. Quando o mercado de eventos e festas foi paralisado, a microempreendedora precisou adequar o negócio para se manter. A alternativa foi voltar a produzir doces. “Participar do projeto foi fundamental para atravessar o momento desafiador. Está sendo muito proveitoso ter esse suporte, principalmente na parte de marketing, custos, estratégias de trabalho e divulgação, que são mais aprofundadas na mentoria”, diz.

Os resultados da consultoria são visíveis. “Tive crescimento de alcance nas redes sociais e estamos desenvolvendo novas frentes de trabalho, novas estratégias de divulgação e vendas. Além de compreender melhor as demandas, esse suporte motiva e ajuda a economia como um todo. Eu só tenho a agradecer pela oportunidade”, conta.

A Campe tem capacidade de prestar suporte para até dez empresas ao mesmo tempo, por semestre. Até o momento já são 15 atendimentos sendo que, alguns, ainda não foram finalizados. O tempo de consultoria pode variar de acordo com as especificidades, necessidades e metodologias aplicadas em cada orientação. Por enquanto, o atendimento está voltado a empresas de alunos da Fatec Rio Preto e seus familiares. Mas a proposta é de que o projeto logo possa ser ampliado para outros empreendedores locais. Todos os interessados podem se cadastrar por meio de questionário disponível neste link.

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